O Caderno da Compostagem
A publicação do Guia da Compostagem, que colocamos à sua disposição constitui mais um elemento no domínio da sensibilização e educação ambiental, que procura incentivar uma maior preocupação e consequentemente uma maior participação nas questões relacionadas com a gestão dos resíduos.
Como se sabe, um dos maiores problemas ambientais dos nossos dias é a enorme quantidade de lixo que todos produzimos. A compostagem permite, não só reduzir a quantidade de resíduos que de outra forma seriam depositados no Aterro Sanitário, mas também produzir composto que poderá ser utilizado como adubo.
A Compostagem nas Escolas tem como objetivo incentivar os jovens a reciclar alguns dos resíduos produzidos no refeitório e no jardim das respectivas escolas.
Através da compostagem, estes resíduos são transformados num composto, que poderá ser novamente utilizado no jardim da escola, como fertilizante natural do solo.
Contamos com o apoio e entusiasmo de todos para que este projeto seja um êxito e para que todos juntos possamos construir um ambiente melhor.
Saudações ambientais!
O que é compostagem?
A compostagem é um processo biológico através do qual microrganismos e insetos decompõem a matéria orgânica numa substância homogénea, de cor castanha, com aspecto de terra e com cheiro a floresta - O Composto.
Este processo também decorre sem a intervenção humana. Na natureza os restos de animais e vegetais mortos são decompostos e transformados em húmus.
No entanto o Homem interfere neste processo natural para que a matéria orgânica se decomponha mais rapidamente, nas melhores condições e com os melhores resultados.
Para que serve?
Ao fazeres compostagem estás a reciclar os restos de comida e resíduos vegetais da tua casa, escola, jardim ou horta, que teriam como destino final o Aterro Sanitário.
Assim, ao reciclares esta matéria orgânica estás a produzir um fertilizante natural que não polui o solo com produtos químicos e servirá também para as plantas da tua horta e/ou jardim crescerem saudáveis.
O tipo de compostagem mais indicado para a tua escola é a compostagem doméstica. É aquela onde o processo é feito em pequena escala, dentro de recipientes pequenos (compostores) e não exige grande quantidade de resíduos orgânicos.
O compostor é o recipiente onde é "armazenada" toda a matéria orgânica e é dentro dele que todo o processo de compostagem se vai desenvolver.
Que resíduos podes colocar no compostor ?
Estão indicados alguns dos resíduos que produzes na escola e na tua casa e também quais deles podes ou não colocar no compostor:
Resíduos:
Restos de hortaliça - Colocar
Cascas de frutas - Colocar
Cascas de ovos - Colocar (esmagadas)
Restos de café - Colocar
Restos de pão - Colocar em pouca quantidade
Cascas de batatas - Colocar
Restos de comida cozida - Colocar em pouca quantidade
(tapar com terra)
Restos de carne e peixe - Não colocar
Ossos e espinhas - Não colocar
Excrementos de animais herbívoros - Colocar
Aparas de relva - Colocar (cortar em pequenos pedaços)
Folhas e ervas - Colocar (cortar em pequenos pedaços)
Cinzas e lenha - Colocar em pouca quantidade
Cinzas e beatas de cigarros - Não colocar
Ramos e arbustos - Colocar (cortar em pequenos pedaços)
Palha e feno - Colocar (cortar em pequenos pedaços)
Caruma - Colocar em pouca quantidade
Papel e cartão - Colocar em pouca quantidade (cortado e molhado)
Serradura - Colocar em pouca quantidade
Cortiça - Não colocar
Qual o material que necessitas para fazer a compostagem ?
1 Forqueta de arejamento
1 Saco de composto
1 Compostor acelerador
1 Peneira
1 Termómetro
Como podes produzir o teu composto ?
1 - Instala o compostor.
Coloca o compostor sobre o solo, debaixo de uma árvore, de modo a evitar temperaturas elevadas no Verão e temperaturas baixas no Inverno.
2 - Prepara os materiais para colocar no compostor.
Para que o processo decorra de um modo correto e rápido, deverás colocar os materiais no compostor em várias camadas. Intercalando os materiais secos (folhas secas e ramos) com materiais húmidos (estrumes e resíduos verdes).
3 - Controla os seguintes fatores durante todo o processo de compostagem:
Temperatura
Deves medir a temperatura periodicamente, de forma a verificares se ao longo do processo os valores aumentam repentinamente até aos 70ºC e decresçam lentamente até igualarem o valor inicial de temperatura.
Humidade
Deves regar os materiais colocados dentro do compostor sempre que verifiques que estes apresentam um aspecto seco.
Para verificares o teor de humidade deverás apertar com a mão uma porção do composto. Se a água contida escoar sob a forma de gotas, a humidade do composto é adequada, se escoar em fio tem uma humidade excessiva.
Ar
Dado que o processo decorre em meio aeróbio (presença de oxigénio), deves revolver a pilha de composto periodicamente (1 vez por semana) com o auxílio de uma forqueta de arejamento.
4 - O composto está pronto ... a ser utilizado como fertilizante passados 4 a 12 meses do início do processo, quando o composto tiver as seguintes características :
- aspecto homogéneo
- textura semelhante a terra
- cor castanha
- cheiro a floresta.
Como medes a temperatura do composto ao longo da sua maturação?
1 - Inserir o termómetro no interior da pilha de composto.
2 - Após 10 minutos, registar a temperatura no bloco de notas.
3 - Realizar medições de temperatura semanalmente ao longo de todo o processo.
4 - Construir um gráfico em papel milimétrico com o registo das medições. O eixo das abcissas terá os valores da temperatura e o eixo das ordenadas as datas da medição.
5 - Analisar o gráfico.
Podemos iniciar?
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